Rafael da Silva Câmara escapou de um chacina ocorrida no dia 15 de novembro do ano passado
Um dos sobreviventes da chacina ocorrida em São Gonçalo do Amarante em 15 de Novembro de 2009 quatro jovens foram assassinados, supostamente numa ação do grupo de extermínio foi assassinado na manhã de ontem, no distrito de Santo Antônio do Potengi, com quatro tiros nas costas. Rafael da Silva Câmara, 20 anos, foi assassinado próximo à residência dos pais. A família de Rafael Câmara diz que a morte do filho não teria relação com a chacina ocorrida em 2009, quando quatro pessoas da mesma família foram chacinadas (o caso permanece até hoje com autoria desconhecida). Na ocasião, o rapaz foi baleado de raspão na cabeça.
O rapaz teria falecido nos braços da irmã, segundo relatou a mãe. Mas antes de morrer teria falado à irmã quem foi o autor dos disparos. Os pais apontam quem teria assassinado Rafael, mas a Polícia Civil de São Gonçalo do Amarante investiga o caso e, por enquanto, não há indícios suficientes para apontar quem é o assassino.
“Ele já havia sido ameaçado por essa pessoa. Como era viciado, há alguns anos costumava roubar para trocar por drogas. E isso foi o motivo das ameaças”, conta o pai , José Nazareno de Oliveira Câmara, 50 anos. Rafael residia no Vale Dourado. A polícia vai intimar aqueles que foram citados pela família, bem como os parentes de Rafael que estiveram no local do crime instantes antes. As informações quanto à autoria são desencontradas, por enquanto, mas a equipe de investigação não descarta a possibilidade de relação desse crime com a chacina do ano passado.
Memória
Na chacina, morreram Clécio Viana de Araújo, 17, José Cássio do Nascimento de Araújo, 20 (embalador da fábrica Guararapes), Anderson Clayton Cunha do Nascimento, 21, e Valtércio Barbosa do Nascimento, 24 (tratorista). Ficaram feridos em em estado grave Márcio Viana de Araújo, 21, conhecido como Riquinho, e Mailton Viana de Araújo, 16. Outra vítima, Eliano Viana do Nascimento, 53, chegou a ser internado no Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim.
À época, uma comissão de dez delegados da polícia civil, alguns deles ligados à área de inteligência e outros com funções em delegacias especializadas, foi designada para investigar a chacina de São Gonçalo do Amarante.