A saída do país ocorre em um momento delicado: a Polícia Federal investiga a suspeita de que Lulinha manteve negócios com Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado como o principal operador de um esquema bilionário de desvio de recursos de aposentados e pensionistas do INSS, conhecido como “Careca do INSS”. Como já havia sido revelado, o filho do presidente se mudou para a capital espanhola em meados de 2025.
De acordo com o depoimento de um ex-auxiliar do operador, Lulinha teria recebido R$ 25 milhões, além de uma “mesada” mensal de aproximadamente R$ 300 mil. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou publicamente a existência de investigações envolvendo o filho do presidente da República.
Até o momento, Lulinha não constituiu advogado e não foi localizado para comentar as acusações.
O próprio presidente Lula se manifestou sobre o caso, afirmando que, caso o filho tenha cometido irregularidades, deverá responder por seus atos. No entanto, nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a declaração teve caráter defensivo. Isso porque, por orientação do Palácio do Planalto, a base governista votou em bloco contra a convocação de Lulinha na CPMI do INSS.
Reportagem do Metrópoles revelou ainda que Lulinha e o Careca do INSS viajaram juntos para Portugal, com passagens aéreas pagas pelo lobista.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal reforçam as suspeitas. Em 6 de outubro de 2024, Antonio Carlos teria orientado um funcionário a entregar um suposto “medicamento” no apartamento de Lulinha. No diálogo, o lobista enviou o print do endereço e determinou que a entrega fosse realizada em nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha. A informação foi divulgada pela coluna do jornalista Tácio Lorran.


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