O pedido foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), ainda em 1º de dezembro de 2025. Segundo o relatório aprovado, Abraão Lincoln é investigado por sua atuação em um esquema que teria permitido descontos indevidos de cerca de R$ 221 milhões em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
De acordo com o documento da comissão, entre fevereiro de 2023 e março de 2025 foram registrados 19.938 processos relacionados ao caso, com 97 % deles tendo a CBPA como parte envolvida. Em uma consulta formal às plataformas do INSS, 99,5 % (215.440) dos beneficiários disseram que não reconheceram os descontos, e a entidade não contestou a maioria dessas indicações.
Relatórios obtidos pelas investigações apontam ainda que a tentativa de inserir descontos chegou a envolver benefícios de pessoas já falecidas — em um caso, mais de 40.000 benefícios teriam sido afetados após o óbito do titular, segundo o texto da CPMI.
A comissão considerou que existem indícios de risco à instrução criminal e à aplicação da lei penal, justificando a necessidade da prisão preventiva.
A reunião também aprovou outros requerimentos, como a quebra de sigilos bancários e fiscais de investigados ligados ao esquema, em uma sessão marcada por protestos e questionamentos sobre a forma de votação.

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