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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

TÁ COM MEDO DE QUE: Allyson afirmou interesse em colaborar com investigação, mas se recusou a dar senhas de telefones à PF e omitiu itens apreendidos


VERSÃO DO PREFEITO É CONTESTADA POR DOCUMENTOS DA PF NA OPERAÇÃO MEDERI

Por: Blog do Dina

Enquanto agentes da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal concluíam as diligências de busca e apreensão da Operação Mederi — que teve como alvos prefeitos e agentes públicos de cinco municípios — o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, apontado pela PF como possível articulador de desvios em esquemas na área da saúde, gravou um vídeo para o Instagram afirmando que nada tinha a esconder.

No conteúdo publicado, Allyson informou que, em sua residência em Mossoró, teriam sido apreendidos apenas um telefone celular, um notebook e dois HDs pessoais. Disse ainda que colaboraria com as investigações.

Documentos oficiais obtidos pelo Blog do Dina, porém, desmontam essa versão e revelam omissões relevantes. O auto de apreensão da Polícia Federal indica que mais itens foram recolhidos do que aqueles citados pelo prefeito em sua manifestação pública.

De acordo com o documento, foram encontrados três aparelhos telefônicos na residência do gestor, incluindo um modelo da marca Positivo, conhecido por ser um aparelho simples, frequentemente associado ao uso como telefone descartável, por não exigir conexão com a internet.

Itens efetivamente apreendidos na residência do prefeito:

  • Item 1: iPhone, cor grafite, acompanhado de chip da operadora TIM;

  • Item 2: iPhone Pro Max, cor azul (descrito no auto como “iPhone17ProMax”, possivelmente erro de digitação, indicando modelo 15);

  • Item 3: MacBook Air, marca Apple, com capa “Sonix”;

  • Itens 4 e 5: Dois HDs externos (WD Elements e Seagate);

  • Item 6: Um pen drive preto;

  • Item 7: Um telefone celular marca Positivo, modelo simples, encontrado no escritório da residência;

  • Item 8: Um cartão de memória MicroSD Kingston de 16GB.

Chama atenção o fato de que a maioria dos equipamentos estava acondicionada em uma mochila de uso pessoal, incluindo os dois iPhones, o MacBook e os HDs externos — detalhes que não foram mencionados no vídeo divulgado pelo prefeito.

Outro ponto que entra em confronto direto com a versão apresentada publicamente diz respeito à colaboração com a investigação. No auto de apreensão, os agentes da Polícia Federal registram que solicitaram as senhas de acesso aos dois iPhones e ao MacBook, mas que Allyson Bezerra se recusou a fornecê-las.

Por cautela investigativa, os números de série dos aparelhos foram suprimidos do documento, evitando a exposição de dados sensíveis que possam comprometer o andamento do inquérito.

As contradições entre o discurso público do prefeito e os registros oficiais da Polícia Federal reforçam o peso das investigações conduzidas no âmbito da Operação Mederi, que segue em curso.

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