A atual gestão dá sinais claros de que aposta na desinformação e na fragilidade social como ferramentas de controle. A população, enfrentando dificuldades reais, é exposta a promessas que soam mais como encenação do que como política pública séria. E aqui surge um cenário preocupante: se essas contratações anunciadas forem verdadeiras, estamos diante de um possível desrespeito à responsabilidade fiscal e ao uso correto do dinheiro público. Se forem falsas, o problema é ainda mais grave — é a institucionalização da mentira como estratégia de governo.
Utilizar datas simbólicas, como o 1º de abril, para sustentar narrativas duvidosas não é apenas mau gosto — é um desrespeito direto à inteligência da população. Governar não é brincar com expectativas, muito menos explorar a necessidade de quem precisa de trabalho para sobreviver.
No dia seguinte, quando a euforia fabricada se dissipar, a realidade continuará a mesma: famílias esperando por oportunidades reais, jovens sem perspectivas e uma cidade que merece mais do que discursos vazios. A grande questão que fica é inevitável e incômoda: Afonso Bezerra está sendo conduzida por gestores comprometidos com o futuro ou por ilusionistas que vivem de aplausos momentâneos?
Porque, no fim das contas, emprego de mentira não paga contas, não sustenta famílias e não constrói dignidade. E o povo, ao contrário do que alguns parecem acreditar, não é plateia — é protagonista e merece respeito.
.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário