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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Oficial de Justiça é condenado pela morte da professora e bailarina Gislâne Cruz em Natal


Julgamento realizado pelo Tribunal do Júri resultou em pena de seis anos de prisão em regime semiaberto pelo acidente que tirou a vida da professora de dança em 2019.

O Tribunal do Júri condenou o oficial de Justiça Josias Teixeira de Morais a seis anos de prisão em regime semiaberto pela morte da professora de dança e bailarina Gislâne Cruz do Nascimento. A decisão foi proferida após julgamento realizado nesta semana, relacionado ao acidente de trânsito ocorrido em maio de 2019, em Natal.

Segundo as investigações, a vítima estava como passageira em um veículo de transporte por aplicativo que trafegava pela Avenida Prudente de Morais, em direção ao bairro de Candelária, quando ocorreu a colisão. O automóvel conduzido pelo réu teria invadido a contramão da via, provocando uma batida frontal de grande impacto.

Com a violência da colisão, o carro em que Gislâne estava capotou. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro às vítimas. A motorista do veículo e o condutor apontado como responsável pelo acidente sofreram ferimentos e receberam atendimento médico.

Gislâne Cruz, entretanto, não resistiu às lesões provocadas pelo acidente e morreu. Na época dos fatos, informações levantadas pelos órgãos de trânsito apontaram que o motorista apresentava sinais de embriaguez e teria admitido o consumo de bebida alcoólica antes de assumir a direção do veículo.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, acusação e defesa apresentaram suas versões dos fatos, além da análise de provas e depoimentos reunidos ao longo do processo. Ao final do julgamento, os jurados reconheceram a responsabilidade do acusado, resultando na condenação fixada pela Justiça.

A morte da professora causou forte comoção no Rio Grande do Norte. Reconhecida por sua atuação na área cultural, Gislâne integrou a Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão e desenvolvia atividades como professora em instituições de ensino da capital. Em 2019, poucos meses antes do acidente, ela também havia conquistado o título de Rainha do Carnaval de Parnamirim.

A condenação representa mais um desdobramento judicial de um caso que marcou familiares, amigos, alunos e a comunidade artística potiguar. (PortalBO).

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