Segundo a publicação, Vorcaro afirmou, em áudios e documentos obtidos pela revista, que teria disponibilizado R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar um documentário sobre Lula e realizar repasses ligados ao Instituto Lula, em meio a negociações que buscavam abrir portas para negócios envolvendo fundos de pensão de empresas federais.
De acordo com o relato atribuído ao empresário, as tratativas envolveriam o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o então ministro Alexandre Padilha. Vorcaro também mencionou Paulo Okamotto, dirigente do Instituto Lula e pessoa próxima ao presidente.
A reportagem aponta ainda que Vaccari teria exigido uma comissão de 10% sobre os recursos que o Banco Master conseguisse captar junto a fundos de previdência de funcionários de instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Petrobras e Correios.
Conforme a versão apresentada pelo ex-banqueiro, as operações poderiam movimentar aproximadamente R$ 10 bilhões, dos quais R$ 1 bilhão corresponderia à suposta comissão.
As declarações levantam questionamentos sobre possíveis relações entre interesses privados, financiamento de produções políticas e acesso a negócios envolvendo instituições públicas.
O caso promete ampliar a repercussão política do escândalo do Banco Master, especialmente em meio à disputa presidencial de 2026.
Fonte: Revista VEJA — reportagem de Robson Bonin, publicada em 9 de outubro de 2026

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