O início de 2026 tem sido marcado por uma série de
operações ousadas e de grande repercussão internacional atribuídas ao governo
dos Estados Unidos sob o comando do presidente Donald Trump. Em
um período de cerca de dois meses, autoridades americanas participaram
diretamente de três eventos que mexeram com a geopolítica global.
No começo de janeiro, forças americanas executaram uma
operação militar na Venezuela que resultou na captura do
presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. A ação, batizada de
“Absolute Resolve” e apoiada por meses de planejamento, foi descrita pelas
autoridades como uma operação conjunta entre unidades de elite dos EUA para
deter o líder venezuelano e retirá-lo do país.
Em fevereiro, uma operação militar no México — conduzida
pelas forças do país com apoio de inteligência americana — terminou com a morte
de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, chefe do
poderoso Cartel Jalisco Nueva Generación. Considerado um dos narcotraficantes
mais influentes do México, sua eliminação marcou um golpe significativo nos
grupos de crime organizado, mas também desencadeou episódios de violência e
retaliações em solo mexicano.
No fim de fevereiro, Trump anunciou que o líder supremo
do Irã, Ali Khamenei, foi morto durante uma ofensiva militar conjunta
com Israel contra alvos estratégicos no Irã. A ação envolveu ataques
coordenados que, segundo autoridades americanas, miravam reduzir as capacidades
do regime iraniano e pressionar por mudanças, incluindo o debate sobre o
programa nuclear. A confirmação da morte do líder foi feita pelo próprio Trump
em redes sociais e por governos aliados, e posteriormente divulgada por
veículos internacionais após a confirmação de fontes estatais iranianas.
Esses eventos, em rápida sequência, ilustram uma postura
altamente assertiva da administração americana em relação a líderes e grupos
que Washington classifica como ameaças diretas à segurança internacional ou à
estabilidade regional. Especialistas ouvidos por agências de notícias destacam
que os desdobramentos podem gerar impactos duradouros, tanto em termos de
relações diplomáticas quanto de equilíbrio geopolítico global.
Embora cada operação tenha gerado reações variadas no
cenário internacional — com aliados celebrando ou criticando as ações e regimes
atingidos denunciando intervenções unilateralistas — a série de eventos coloca
os Estados Unidos no centro de um novo capítulo de tensões e redefinições
estratégicas no início de 2026.