Conhecida nas redes sociais por suas publicações polêmicas, Malévola, cujo nome é Mariana Alves Gadelha Pereira, foi detida ao lado da amiga Bruna Mercatelli, também uma mulher trans.
Segundo o Ministério do Interior egípcio, as duas aparecem em gravações realizando gestos de conotação sexual e supostamente assediando pessoas que circulavam pelas ruas. As autoridades afirmam que ambas admitiram ter produzido e publicado os vídeos para conquistar mais visualizações.
O episódio levanta uma questão: será que as influenciadoras imaginaram que poderiam repetir no Egito comportamentos que costumam gerar repercussão nas redes sociais brasileiras sem enfrentar consequências legais?
O fato é que, fora do Brasil, as regras são diferentes. No Egito, país de costumes conservadores e legislação rigorosa sobre determinadas condutas públicas, atitudes consideradas ofensivas à moralidade podem resultar em investigação e detenção.
Após a abordagem policial, Malévola relatou momentos de desespero e afirmou que os passaportes foram retidos. Ela também declarou que os policiais fizeram perguntas relacionadas à identidade de gênero das duas.
A defesa da influenciadora informou que acionou a Embaixada do Brasil no Cairo e busca garantir sua integridade física e seus direitos legais. O caso foi encaminhado ao Ministério Público egípcio, e ainda não há informação sobre condenação judicial.
A situação serve de alerta: buscar curtidas e visualizações não coloca ninguém acima das leis do país que está visitando.
FOCOELHO — Velocidade da informação.

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