Imagens de câmeras de segurança, já em posse da polícia, registraram os últimos momentos de Juliana com vida. No vídeo, ela aparece vestindo um conjunto azul, com uma blusa sobre o ombro, caminhando ao lado de um homem de camiseta e bermuda, sem boné.
OS VÍDEOS SEM CORTES, NO STATUS DO FOCOELHO
O que mais chama atenção é o comportamento da dupla. Juliana aparenta caminhar sob ameaça, com postura retraída e sem liberdade de movimentos. Em determinado trecho, ao se aproximarem de outras pessoas na via, o homem puxa a jovem para perto e simula uma interação de casal, numa aparente tentativa de despistar suspeitas e impedir que terceiros percebessem a situação de risco.
Minutos depois desse registro, Juliana seria assassinada.
Apesar da circulação de pessoas na rua no momento das imagens, o crime foi cometido em seguida, de forma silenciosa e covarde. O fato de o corpo ter sido encontrado despido reforça a suspeita de crime sexual seguido de morte, hipótese que está sendo apurada pela perícia técnica.
Equipes da 6ª CICOM realizaram o isolamento da área. As investigações estão a cargo do 6º DIP, com apoio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que trabalham para identificar e localizar o homem que aparece acompanhando a vítima nas gravações.
O Manoa está em luto e clama por justiça. A morte de Juliana não é apenas mais um número: é o retrato de uma violência brutal que exige resposta rápida, investigação rigorosa e punição exemplar. A comunidade pede esclarecimentos e, sobretudo, que o responsável seja identificado, preso e responsabilizado por cada ato cometido.

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