A decisão representa uma importante vitória para os educadores e reforça uma discussão que há tempos ultrapassa os muros das escolas: professor não pode ser tratado como adversário político, muito menos como alguém descartável.
A administração municipal deveria ter como prioridade o diálogo, a valorização profissional e o respeito a quem passa diariamente dentro das salas de aula contribuindo para a formação das novas gerações. Entretanto, a sucessão de conflitos entre a gestão e servidores da educação acabou transformando questões administrativas em batalhas judiciais.
E há uma contradição que merece ser destacada: quando a educação apresenta bons indicadores e resultados positivos, a gestão costuma aparecer para divulgar os números e colher os louros. Mas resultado educacional não nasce de discurso político nem de publicação em rede social. Resultado nasce do trabalho diário de professores, gestores escolares, servidores e demais profissionais da educação.
É preciso reconhecer quem está na ponta.
Se existem avanços na educação de Afonso Bezerra, eles também carregam o esforço de profissionais que, muitas vezes, precisam trabalhar sob pressão, enfrentar dificuldades e ainda lutar pelo reconhecimento de seus direitos.
A nova decisão judicial deveria servir como um alerta à administração municipal: governar não é perseguir adversários, criar conflitos ou transformar servidor público em inimigo. Governar é dialogar, respeitar direitos e construir soluções.
A gestão Haroldo de Jango precisa entender que professor não é problema para ser combatido. Professor é parte fundamental da solução.
A vitória nos tribunais é dos professores, mas a reflexão é de toda Afonso Bezerra: uma educação forte exige profissionais valorizados, respeitados e tratados com dignidade.
Hoje, quem comemora são os professores. E quem deveria aprender com essa decisão é a gestão municipal.
✊📚 Vitória dos professores. Vitória da educação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário