Em Assú, a eleição de 2026 reacende esse debate. Ivan Lopes Júnior (MDB), candidato a deputado estadual, chegou à disputa cercado por discursos de força eleitoral. No entanto, o resultado das urnas não confirmou a expectativa de vitória: Ivan Júnior não conseguiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
No cenário nacional, Augusto Cury também entrou na disputa presidencial defendendo publicamente suas chances eleitorais e falando em segundo turno. A realidade das urnas, porém, foi bastante diferente: Cury terminou longe dos dois primeiros colocados.
A questão que fica para o eleitor é simples: até onde vai a confiança legítima de uma campanha e onde começa a tentativa de criar uma sensação de força eleitoral que não corresponde à realidade?
Candidato tem todo o direito de demonstrar confiança e dizer que acredita na vitória. Mas, quando alguém afirma estar em primeiro lugar ou garante presença no segundo turno, o eleitor precisa perguntar: qual pesquisa sustenta essa afirmação? Quem realizou? Está registrada? Qual é a metodologia e a margem de erro?
A eleição deixa uma lição importante: popularidade não se comprova no microfone, nas redes sociais ou no discurso de aliados. No final, quem confirma ou derruba qualquer narrativa política é o voto do eleitor.
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