segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Após avanço da direita nas urnas, Moraes e Dino entram na mira por impeachment no Senado


O resultado do primeiro turno das eleições de 2026 aumentou a pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e colocou os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino no centro das articulações da oposição para a próxima legislatura.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Flávio Bolsonaro e seus aliados mantêm uma postura crítica principalmente em relação a Moraes e Dino. O candidato do PL já manifestou a intenção de defender o impeachment dos dois ministros, embora integrantes de sua campanha também afirmem que pretendem preservar o diálogo institucional com o Supremo.

A situação ganhou ainda mais peso depois do resultado das urnas. Levantamento do Ranking dos Políticos divulgado pela CNN aponta que 54 senadores que estarão na próxima legislatura já se manifestaram favoravelmente ao impeachment de ministros do STF.

O número, porém, não significa que existam atualmente 54 votos garantidos para afastar Alexandre de Moraes, Flávio Dino ou qualquer outro ministro. Uma coisa é defender a possibilidade de impeachment; outra é apoiar a cassação de um magistrado específico após a análise de um processo concreto.

Nos bastidores do próprio Supremo, entretanto, o novo cenário político já provoca preocupação. Conforme apuração divulgada pela CNN nesta segunda-feira (5), Moraes é considerado o principal alvo de uma eventual ofensiva no Senado, enquanto Dino aparece como o segundo nome mais citado.

A mudança acontece justamente após um primeiro turno que fortaleceu Flávio Bolsonaro e a direita no Congresso Nacional. Flávio terminou a primeira etapa da eleição presidencial à frente de Lula e disputará o segundo turno contra o petista.

Com uma nova composição do Senado a partir de 2027, o debate sobre impeachment de ministros do Supremo promete continuar no centro da disputa política e institucional em Brasília.

O segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula está marcado para 25 de outubro e poderá ser decisivo também para definir como ficará a relação entre o Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal nos próximos anos.

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