domingo, 11 de outubro de 2026

Moraes teria ficado surpreso com eleição em massa de senadores de direita e avanço de grupo favorável ao impeachment


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria sido surpreendido pelo resultado das eleições de 2026, que provocaram um expressivo crescimento da direita no Senado Federal e fortaleceram o grupo de parlamentares favoráveis ao impeachment de integrantes da Corte.

Segundo informações atribuídas à jornalista Bela Megale, de O Globo, e repercutidas pelo Jornal da Cidade Online neste sábado (10), pessoas próximas ao magistrado relataram que Moraes não esperava uma composição tão desfavorável ao STF.

De acordo com a publicação, o ministro teria recebido sinalizações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de que candidatos de centro conquistariam espaço suficiente para impedir a formação de uma maioria contrária ao Supremo. O resultado das urnas, entretanto, contrariou essa expectativa.

O Partido Liberal (PL) conquistou 19 cadeiras na eleição e deverá iniciar a próxima legislatura com 28 senadores, tornando-se a maior bancada da Casa.

Levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo aponta que pelo menos 49 dos 81 senadores da próxima legislatura são favoráveis ao impeachment de ministros do STF, número próximo dos 54 votos necessários para aprovar um afastamento. Alexandre de Moraes aparece como um dos principais alvos das articulações.

A nova configuração política também aumenta a pressão sobre a presidência do Senado, responsável por decidir sobre o andamento inicial dos pedidos de impeachment.

Apesar da repercussão, não há confirmação pública de uma declaração direta de Moraes sobre o resultado eleitoral. As informações sobre sua suposta surpresa são atribuídas a relatos de bastidores, e não a uma manifestação oficial do ministro.

O cenário aponta para um possível aumento dos confrontos institucionais entre o Senado e o STF a partir de 2027, especialmente diante da disposição de parlamentares eleitos de defender mudanças na atuação da Suprema Corte.

Fontes: Jornal da Cidade Online (10/10/2026), Folha de S.Paulo (7/10/2026) e CNN Brasil (5/10/2026).

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