Josef Fritzl, de 88 anos, poderá "em breve" ser
libertado da prisão depois que um especialista decidir que ele não representa
mais um perigo para a sociedade. O austríaco, conhecido como o "Monstro de
Amstetten", foi condenado à prisão perpétua em 2009 depois de admitir que
manteve a sua filha Elisabeth Fritzl trancada no porão da casa da família como
escrava sexual durante 24 anos. Os crimes cometidos por ele incluíam incesto,
estupro, cárcere privado e homicídio. Ele teve sete filhos com Elisabeth. Uma
das crianças morreu no cativeiro. Ele foi condenado por "assassinato por
negligência" depois de ter se recusado a levar o recém-nascido, que
parecia ter problemas de respiração, a um médico, em 1996.
A mídia local noticiou que ele agora parece confuso, fala
regularmente com a televisão, pensa que é uma estrela pop e fala de visitas de
parentes que nunca aconteceram. Mas, de acordo com os termos da sua sentença,
Josef está elegível para liberdade condicional a partir deste ano. O benefício
parece estar próximo, já que um novo relatório psiquiátrico sobre o seu estado
mental determinou que o austríaco "não é mais perigoso".
O relatório diz que ele mal consegue andar e precisa de um
andador para se locomover, após sofrer várias quedas, o que significa que não
pode representar uma ameaça séria a outras pessoas. Ele provavelmente será
libertado num lar de idosos para viver os seus dias com conforto.
Mas seus crimes horríveis ainda assombram muitos que conhecem
o caso – Josef atraiu sua filha para o porão quando ela tinha 18 anos. Sua
esposa, Rosemarie, apresentou uma denúncia de desaparecimento, mas Fritzl
entregou uma carta de Elisabeth à polícia, afirmando que ela disse que estava
na casa de uma amiga e não queria ser encontrada.
O caso Fritzl surgiu em abril de 2008, depois de Elisabeth
ter dito à polícia que tinha sido mantida em cativeiro durante 24 anos, quando
lhe foi autorizada a sair do porão e ser levada para um hospital.
Heidi Kastner, uma das principais especialistas em psiquiatria
forense da Universidade de Linz (Áustria), passou um ano preparando seu novo
estudo sobre Fritzl. Ela concluiu que o prisioneiro mais famoso do país já não
representa qualquer perigo e poderia ser transferido através do sistema
prisional normal para a prisão de Krems-Stein, como parte de um primeiro passo
para ser libertado.
Em 2012, Josef decidiu se divorciar de Rosemarie, afirmando
que ela nunca o visitava na prisão.