OPINIÃO FOCOELHO — A poucos dias da eleição, futebol e religião ganharam espaço de destaque na agenda e no discurso político envolvendo o presidente Lula e a primeira-dama Janja.
Nesta segunda-feira (28), Janja participou de uma cerimônia ao lado de Lula vestindo uma camisa do Flamengo sem a marca da casa de apostas que patrocina o clube e usando uma medalha de Nossa Senhora Aparecida. O evento tratava de medidas relacionadas ao futebol feminino.
Nossa Senhora Aparecida também entrou diretamente no debate eleitoral. Lula declarou em comício que, enquanto for presidente, ninguém desrespeitará a santa. A discussão surgiu depois da circulação de uma informação falsa atribuindo a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil — algo que ele nega e para o qual não há proposta sua nesse sentido.
Para o Focoelho, diante dessa sucessão de símbolos populares em plena reta final da campanha, cabe ao eleitor observar, questionar e formar sua própria opinião: é convicção ou estratégia eleitoral?
E há outra cobrança que não pode desaparecer no meio das imagens e dos discursos: transparência sobre o dinheiro público. Quanto custam viagens, hospedagens, diárias e estruturas oficiais? O que é despesa de campanha e o que é bancado pelos cofres públicos?
Enquanto brasileiros enfrentam dificuldades para pagar alimentação, energia, combustível e outras despesas básicas, quem governa deve prestar contas de cada centavo público utilizado.
Camisa de futebol e símbolo religioso chamam atenção. Transparência com o dinheiro do povo também precisa chamar.
Essa é a opinião do Focoelho. Os fatos estão postos; a conclusão é de cada eleitor.
Cai quem quer!