Sob a gestão de Cidorgeton, a DENARC alcançou resultados jamais registrados no estado. Em apenas quatro meses, a delegacia protagonizou operações de grande impacto no enfrentamento ao tráfico de drogas, desmontando rotas criminosas e atingindo organizações com ramificações nacionais e internacionais. Um dos casos mais emblemáticos foi a apreensão de toneladas de cocaína encontradas em uma embarcação na praia da Redinha, em Natal — considerada uma das maiores já realizadas no Rio Grande do Norte.
Outro marco foi a Operação Terceiro Eixo, deflagrada em conjunto com a Polícia Civil e a Receita Federal, que resultou na apreensão de 111 quilos de cocaína no Distrito Industrial de Emaús, em Parnamirim. Avaliada em mais de R$ 150 milhões, a carga representou um golpe direto no coração do crime organizado, algo raro e extremamente relevante no cenário estadual.
Apesar dos números expressivos e do reconhecimento interno, a decisão do Governo do Estado de remover o delegado do cargo causou surpresa e indignação dentro da própria Polícia Civil. Agentes ouvidos pela imprensa relataram perplexidade com a medida e classificaram a saída como injustificável diante dos resultados apresentados.
“É no mínimo estranho afastar um delegado quando a delegacia bate recordes históricos de apreensões”, afirmou um policial civil, sob condição de anonimato. “Os números falam por si. Nunca se apreendeu tanto em tão pouco tempo no RN.”
A decisão levanta questionamentos sérios sobre as prioridades da gestão estadual na área da segurança pública. Em vez de fortalecer equipes que demonstram eficiência, o governo opta por desarticular um trabalho técnico, estratégico e comprovadamente eficaz, passando à sociedade a sensação de descontinuidade, improviso e falta de compromisso com o combate real ao tráfico de drogas.
Em um estado sufocado pela violência e pelo avanço das facções criminosas, atitudes como essa não apenas enfraquecem as instituições policiais, mas também alimentam a desconfiança da população em relação às decisões do Executivo. O afastamento de quem entrega resultados concretos expõe um governo desconectado da realidade das ruas e incapaz de reconhecer o mérito dentro de sua própria estrutura.
A pergunta que fica é simples e inquietante: quem perde com a saída de Cidorgeton Pinheiro da DENARC? Certamente não é o crime organizado.




























