Explica que o município de Assú está em processo de desertificação, já com piora na qualidade do ar e que, após estudar áreas em Currais Novos, Pedro Avelino, São Gonçalo do Amarante e Alto do Rodrigues, identificou a região entre Assú e Carnaubais era a mais apropriada.
Ainda segundo a nota do IDEMA, a área tem terra fértil e água em abundância (margem do leito do Rio Piranhas Açu), além de facilidade no acesso, pois fica perto da RN 016. Estes fatores são essenciais para fazer a reposição florestal com plantas nativas.
Só que esta região é altamente produtiva. Existem várias famílias produzindo acerola, banana, melancia, mamão, feijão, milho, entre vários outros cultivos, além de criação de gado. Eles estão indignados com o IDEMA, que segundo eles, vai tirar a renda de dezenas de famílias.
Em contato com o MH, o produtor rural Eudivan Araújo de Medeiros, de 43 anos, disse que as explicações do IDEMA não fazem sentido, porque este mesmo órgão autorizou a instalação de usinas solares ocupando uma área de vegetação nativa de quase 1,2 mil hectares.
O agricultor estava fazendo referência ao projeto Mendubim, das multinacionais Scatec, Equinor, Hidro Rein e Alunorte, inaugurada em abril. “Que órgão ambiental é este que entrega áreas gigantescas para empresas de outros países e sacrifica produtores nativos?”, diz.
Veja mais esclarecimentos do IDEMA
• O município de Assú está passando por processo de
desertificação e piora da qualidade do ar. Necessidade da reposição florestal.
Várias regiões foram estudadas como alternativas para a
reposição (Currais Novos, Pedro Avelino, São Gonçalo do Amarante, Alto do
Rodrigues), mas a que se adequa mais ao processo de reflorestamento é a Região
de Assú.
• O município de Assú não é a única área escolhida para a
reposição florestal, mas a cidade de Parnamirim também está recebendo a
reposição.
• Áreas consolidadas foram retiradas da poligonal da
desapropriação.
• São apenas 3 proprietários de terras que serão alcançados
com a área de reposição florestal.
• Não se trata de área protegida, se trata de uma área de
reposição florestal.
• Não se trata de ação de compensação ambiental por
implantação de empreendimentos eólicos, mas sim da necessidade da reposição
florestal para a recuperação de áreas degradadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário