segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Educação em Débito: Quando o Piso Vira Promessa Quebrada em Afonso Bezerra


A educação é o alicerce de qualquer sociedade. Mas, em Afonso Bezerra, esse pilar vem sendo enfraquecido por algo básico: o cumprimento da lei salarial do magistério. Em 2025, a Prefeitura anunciou com entusiasmo um reajuste de 6,27%. O discurso foi bonito — os números, porém, revelam uma realidade preocupante para os professores da rede municipal.

🔍 Reajuste não é Piso — e confundir isso é desinformar

É preciso separar as coisas com clareza:

  • Reajuste: correção anual aplicada aos salários, geralmente para recompor perdas inflacionárias.

  • Piso Salarial: valor mínimo obrigatório por lei federal para o início da carreira. Nenhum ente público pode pagar abaixo disso.

Misturar os dois conceitos não é erro técnico; é confusão deliberada.

📉 A conta não fecha — e o prejuízo cai no colo do professor

A Lei Federal nº 11.738/2008 determina que, após o reajuste de 6,27%, o piso nacional do magistério para jornada de 30 horas semanais seja de R$ 3.650,00.

Na prática, em Afonso Bezerra, o que aparece no contracheque é diferente:

  • Valor pago atualmente: R$ 3.580,00

  • Defasagem: cerca de 2% abaixo do piso legal

O fato é simples e incontestável: se a lei estabelece um valor mínimo e a Prefeitura paga menos, o piso não está sendo cumprido.

⚠️ Não é detalhe administrativo — é ilegalidade

O descumprimento do piso salarial não é uma falha menor nem uma “opção de gestão”. Trata-se de violação da legislação federal. O FUNDEB repassa recursos específicos justamente para garantir o pagamento correto dos profissionais da educação.

A pergunta que ecoa e exige resposta imediata da Secretaria Municipal de Educação e da Prefeitura é direta:

Se o dinheiro do FUNDEB chega, por que o valor que entra na conta do professor é menor do que a lei determina?

Onde está a diferença?
Quem está se beneficiando desse desconto ilegal?
Por que o magistério de Afonso Bezerra é obrigado a arcar com esse prejuízo?

📢 Respeitar o piso é respeitar o professor. E sem professor valorizado, não existe educação de qualidade.

Se quiser, me diga o estilo da imagem (mais crítica, institucional, com números em destaque ou impacto visual para redes sociais) que eu gero a arte agora.

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