Segundo informações atribuídas à Polícia Militar, portas e grades de acesso à estação Consolação teriam sido danificadas durante a dispersão dos manifestantes.
Mas afinal, que democracia é essa que se defende nas palavras enquanto o patrimônio público acaba destruído?
O episódio também exige uma posição firme das lideranças políticas que apoiaram a mobilização. Não basta defender a democracia nos discursos. É necessário condenar publicamente qualquer prática de violência, independentemente de quem a cometa.
A crítica é ainda mais contundente quando se observa que setores políticos frequentemente cobram punições rigorosas para atos de depredação praticados por adversários. A lei não pode ter dois pesos e duas medidas: quem destrói patrimônio público deve responder pelos seus atos, seja de direita, de esquerda ou de qualquer outra corrente política.
O Brasil não precisa de uma democracia seletiva, na qual o vandalismo é condenado quando praticado por opositores e relativizado quando envolve simpatizantes do próprio grupo político.
Também é importante que as autoridades identifiquem individualmente os responsáveis pelos danos, sem atribuir automaticamente a todos os participantes a responsabilidade pelas ações de alguns.
Democracia não combina com ameaças, depredação ou intimidação. Quem realmente defende a democracia precisa demonstrar respeito às instituições, ao patrimônio público e, sobretudo, às leis brasileiras.
O Brasil precisa de reforço urgente dos EUA.
A população merece respostas, identificação dos responsáveis e esclarecimentos sobre os prejuízos provocados.
Focoelho — A velocidade da informação.




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