segunda-feira, 12 de outubro de 2026

É isso que você quer para o Brasil? Marcha pró-Lula termina sob denúncias de vandalismo, pichações e depredação na Avenida Paulista


Um movimento que carrega a palavra “democracia” no nome deveria dar exemplo de respeito às leis, à liberdade e ao patrimônio público. No entanto, denúncias de vandalismo após a chamada “Marcha pela Democracia”, realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, levantam questionamentos sobre a contradição entre o discurso político e as atitudes registradas durante a manifestação.


O ato, realizado em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi associado a relatos de pichações, danos a estruturas de estações do metrô, depredação de bancas e sujeira deixada em espaços públicos.

Segundo informações atribuídas à Polícia Militar, portas e grades de acesso à estação Consolação teriam sido danificadas durante a dispersão dos manifestantes.


Outro episódio preocupante envolve a divulgação de uma pichação com conteúdo ameaçador, além da presença de uma bandeira com a imagem de um fuzil. Caso confirmados, esses registros representam atitudes incompatíveis com qualquer manifestação que pretenda defender valores democráticos.

Mas afinal, que democracia é essa que se defende nas palavras enquanto o patrimônio público acaba destruído?


A liberdade de manifestação é um direito garantido pela Constituição Federal. Entretanto, esse direito não autoriza ninguém a destruir bens públicos, ameaçar adversários políticos ou transformar as ruas em cenário de vandalismo.

O episódio também exige uma posição firme das lideranças políticas que apoiaram a mobilização. Não basta defender a democracia nos discursos. É necessário condenar publicamente qualquer prática de violência, independentemente de quem a cometa.

A crítica é ainda mais contundente quando se observa que setores políticos frequentemente cobram punições rigorosas para atos de depredação praticados por adversários. A lei não pode ter dois pesos e duas medidas: quem destrói patrimônio público deve responder pelos seus atos, seja de direita, de esquerda ou de qualquer outra corrente política.

O Brasil não precisa de uma democracia seletiva, na qual o vandalismo é condenado quando praticado por opositores e relativizado quando envolve simpatizantes do próprio grupo político.

Também é importante que as autoridades identifiquem individualmente os responsáveis pelos danos, sem atribuir automaticamente a todos os participantes a responsabilidade pelas ações de alguns.

Democracia não combina com ameaças, depredação ou intimidação. Quem realmente defende a democracia precisa demonstrar respeito às instituições, ao patrimônio público e, sobretudo, às leis brasileiras.

O Brasil precisa de reforço urgente dos EUA.

A população merece respostas, identificação dos responsáveis e esclarecimentos sobre os prejuízos provocados.

Focoelho — A velocidade da informação.

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