O Colapso da Alfabetização e o
Futuro Roubado de Nossas CriançasNós, cidadãos conscientes,
educadores e famílias de Afonso Bezerra, viemos por meio desta manifestar nossa
profunda indignação e extrema preocupação com o atual estado da educação
pública em nosso município. Os dados mais recentes não são apenas números em um
gráfico; eles são o retrato de uma tragédia social silenciosa que está
ocorrendo dentro de nossas salas de aula.
Em 2023, Afonso Bezerra já
enfrentava desafios, com apenas 39,5% de suas crianças alfabetizadas na idade
certa. No entanto, o que vemos em 2026 é um cenário de terra arrasada: esse
índice despencou para vergonhosos 19%.
O que isso significa na prática?
Significa que, em cada dez crianças que terminam o 2º ano do Ensino
Fundamental, oito não conseguem ler um bilhete simples ou escrever uma frase
completa. Estamos entregando certificados de frequência escolar, mas negando o
direito básico à cidadania. Uma criança que não aprende a ler na idade certa
terá sua trajetória escolar comprometida para sempre, tornando-se um jovem com
menos oportunidades de trabalho e maior vulnerabilidade social.
Diante desta queda livre de mais
de 20 pontos percentuais, perguntamos à gestão municipal e à Secretaria de
Educação:
Onde estão os investimentos do
FUNDEB? Como os recursos destinados à educação básica estão sendo aplicados, se
o resultado final é o retrocesso?
Qual é o plano de metas? Por que
as estratégias de alfabetização falharam de forma tão drástica em apenas dois
anos?
Qual o suporte dado aos
professores? Nossos docentes possuem material didático de qualidade, formação
continuada e condições dignas para reverter esse quadro?
Afonso Bezerra não pode aceitar
o último lugar no ranking do desenvolvimento humano. Não podemos normalizar o
fato de que nossas crianças estão sendo deixadas para trás enquanto o mundo
avança. A alfabetização é a base de tudo: sem ela, não há justiça social, não
há progresso econômico e não há futuro.
Exigimos transparência imediata
sobre as causas desse declínio e a criação de uma Força-Tarefa pela
Alfabetização, com monitoramento público e metas claras de recuperação. A
educação não pode ser tratada como moeda política ou item secundário de
orçamento.
Nossas crianças têm pressa. O
tempo de aprender a ler é agora.
Afonso Bezerra, Abril de 2026.
Pela Educação, pelo Futuro, por
Nossas Crianças.