Segundo informações divulgadas pelo Escritório do Procurador dos EUA no distrito de Utah, a mulher trans e sua companheira foram deportadas de Cuba e presas ao retornarem aos Estados Unidos. Ambas responderão por acusações federais de sequestro parental internacional.
Como aconteceu o caso
De acordo com as investigações, a dupla informou que faria uma viagem de acampamento para o Canadá com a criança, que estava sob guarda compartilhada. No entanto, elas não retornaram na data prevista e deixaram de manter contato com a mãe biológica do menor.
As autoridades descobriram depois que as suspeitas cruzaram a fronteira com o Canadá e, posteriormente, viajaram para o México antes de seguirem para Havana, em Cuba.
Familiares relataram às autoridades preocupação com o fato de a criança, que nasceu menino e passou a se identificar como menina, pudesse ser submetida a procedimentos de transição de gênero. Documentos judiciais apontam que a mãe biológica temia que a criança fosse levada para Cuba para uma possível cirurgia de redesignação sexual antes da puberdade.
Justiça concedeu guarda exclusiva à mãe
Após o desaparecimento, um tribunal estadual de Utah determinou o retorno imediato da criança e concedeu guarda exclusiva à mãe biológica. Dias depois, autoridades cubanas localizaram o grupo e o FBI realizou a operação de repatriação do menor.
Investigadores também afirmam ter encontrado indícios de planejamento da fuga, incluindo saque de dinheiro, preparação de documentos e organização de mudança para fora dos Estados Unidos.
Cirurgias de transição em Cuba
Cuba possui políticas públicas voltadas para atendimento médico de pessoas trans e realiza cirurgias de redesignação sexual pelo sistema público desde 2008.
Já nos Estados Unidos, o caso ganhou forte repercussão política em meio às medidas do governo Donald Trump relacionadas a questões de identidade de gênero e procedimentos médicos envolvendo menores.





























