Segundo o relato, Vorcaro teria permanecido por cerca de seis horas dentro de um caixote fechado, sem ventilação adequada, durante o transporte. Ao chegar ao destino, afirmou que foi recebido por agentes com os rostos cobertos.
Ainda de acordo com o depoimento, ao abrir a porta do compartimento, um dos agentes teria feito uma ameaça relacionada à intenção de Vorcaro de falar sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O banqueiro também relatou ter ficado sem água, comida e contato com advogado durante parte do deslocamento. Ele afirmou ainda que sofreu outras intimidações enquanto estava preso e que familiares teriam recebido ameaças de morte.
O depoimento foi realizado sem a presença de agentes da Polícia Federal, a pedido da defesa, e contou com acompanhamento de representante do Ministério Público. O gabinete de André Mendonça afirmou que o procedimento seguiu as normas aplicáveis diante das alegações de intimidação apresentadas pelo depoente.
Apesar da gravidade das acusações, não foram apresentadas provas documentais que comprovassem os supostos abusos e ameaças. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento do relato, apontando a ausência de elementos concretos que justificassem a abertura de uma investigação.
As declarações de Vorcaro acontecem em meio às tentativas de negociação de um acordo de delação premiada. O ex-banqueiro afirma possuir informações sobre autoridades e aponta, entre outros nomes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Até o momento, as acusações permanecem como relatos feitos pelo próprio Vorcaro e não como fatos comprovados pela Justiça.
Fonte: Poder360, Brasil Paralelo, TMC e Metrópoles.

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