Clientes, empresários e trabalhadores do setor de energia solar prometem fazer barulho em frente à sede da Neoenergia Cosern, em Natal, nesta sexta-feira (6), a partir das 8h. A mobilização será pacífica, mas contundente. O objetivo é cobrar mudanças urgentes nos procedimentos da distribuidora e exigir respeito aos direitos dos consumidores que investiram em geração própria de energia.
A insatisfação vai muito além da ausência de compensação adequada da energia solar produzida. Nas redes sociais, multiplicam-se relatos de erros de faturamento, cobranças indevidas e falhas operacionais que, segundo os manifestantes, afetam milhares de potiguares. Para os consumidores, a Cosern demonstra falta de transparência ao não explicar de forma clara os critérios de cobrança nem responder com agilidade às reclamações, empurrando prejuízos para quem seguiu todas as regras.
Enquanto o Ministério Público apura as denúncias por meio de um inquérito civil, o setor solar decidiu se organizar e ocupar as ruas. O protesto reúne clientes, integradores e vendedores de equipamentos fotovoltaicos, somando mais de 250 empresas e consumidores prejudicados por recentes mudanças adotadas pela concessionária.
Entre as principais queixas estão desligamentos de sistemas sem aviso prévio, parcelamentos não autorizados, atraso na contabilização da energia injetada na rede e a cobrança da taxa de iluminação pública até mesmo de quem gera a própria energia. Para os organizadores, essas práticas revelam despreparo operacional e descaso com o consumidor, além de irem na contramão do incentivo à energia limpa e sustentável.
Os manifestantes reforçam que o ato não é contra a energia solar, mas contra a postura da Neoenergia Cosern. Eles cobram diálogo, transparência e soluções imediatas. Até o momento, a empresa não se pronunciou sobre o protesto nem sobre as irregularidades denunciadas, o que aumenta ainda mais a revolta de quem espera respostas concretas.

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