terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Um dos assaltantes é morto após confronto e invasão a sitio que terminou com um PRF morto no RN




Na noite desta segunda-feira (2), a violência voltou a atingir em cheio a zona rural da Região Metropolitana de Natal. Um policial rodoviário federal aposentado, Fernando Delfino, foi assassinado a tiros ao reagir a uma invasão criminosa em sua granja, localizada no distrito de Arenã, no município de São José de Mipibu.

De acordo com informações apuradas, um grupo formado por cerca de seis criminosos invadiu a propriedade e rendeu a esposa e a filha da vítima, mantendo ambas sob ameaça dentro da residência. Em estado de choque, mãe e filha chegaram a suplicar para que os assaltantes levassem todos os bens da casa, numa tentativa desesperada de evitar uma tragédia. No entanto, os criminosos deixaram claro que o verdadeiro objetivo era aguardar a chegada do policial para tomar sua arma.

Ao retornar para casa e perceber a ação em andamento, Fernando Delfino tentou reagir. Durante o confronto, ele conseguiu atingir um dos invasores, mas acabou sendo alvejado por vários disparos efetuados pelos demais integrantes do bando. O policial não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O suspeito baleado durante a troca de tiros foi abandonado pelos comparsas em frente ao hospital de Monte Alegre. Apesar de receber atendimento médico, ele também não sobreviveu.

A sequência de tiros e a movimentação criminosa espalharam medo entre os moradores da comunidade, que relataram momentos de pânico ao ouvirem os disparos durante a noite. Segundo relatos, os assaltos a propriedades rurais têm se tornado cada vez mais frequentes na região, aproveitando-se do isolamento e da pouca presença policial.

Forças de segurança, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil e a própria PRF, realizaram buscas intensas na área para tentar localizar os demais envolvidos, que fugiram após o crime. Até o fechamento desta matéria, ninguém havia sido preso.

O caso expõe novamente a dura realidade enfrentada por famílias que vivem no campo e reacende o alerta sobre a escalada da violência em áreas rurais do Rio Grande do Norte, onde o medo tem avançado mais rápido que a proteção do Estado.

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