Os investigados — Pedro Lucas Tavares da Silva, conhecido como “Gago”, Emerson Mateus Faustino Dantas, o “Rato”, e Erivanaldo Firmino Dantas, chamado de “Zé” — haviam sido presos inicialmente em flagrante. Com o grupo, os policiais apreenderam armas de fogo, entre elas uma pistola com a numeração suprimida.
Em declaração anterior à imprensa, o delegado já havia antecipado que representaria pela conversão das prisões para preventiva, com o objetivo de garantir o andamento das investigações. Segundo ele, existem indícios consistentes de que os suspeitos possam ter participação em homicídios registrados na cidade desde o ano passado.
Uma das frentes investigativas busca apurar se uma das armas recolhidas durante a operação foi utilizada no assassinato de Rafael Rodrigues dos Santos, ocorrido no bairro Vertentes, no início deste mês.
A corporação também informou que, mediante autorização judicial, será feita a perícia nos aparelhos celulares apreendidos. Além disso, o resultado do exame de confronto balístico é aguardado e poderá esclarecer se o armamento tem relação com outros crimes ocorridos no município.
De acordo com o delegado, há elementos que indicam que o trio poderia estar planejando novas ações criminosas, possivelmente homicídios, antes de ser interceptado pela polícia.
🔎 Qual a diferença entre prisão em flagrante e prisão preventiva?
A prisão em flagrante acontece quando o suspeito é detido no momento da prática do crime, logo após a ação, ou quando é encontrado com objetos e evidências que indiquem sua autoria. Trata-se de uma medida imediata adotada pelas forças de segurança.
Entretanto, essa modalidade tem caráter provisório. Após a formalização do flagrante, o caso é submetido à análise da Justiça, que pode relaxar a prisão, conceder liberdade provisória, impor medidas cautelares ou converter a detenção em prisão preventiva.
Já a prisão preventiva é determinada por decisão judicial, normalmente a partir de pedido da polícia ou do Ministério Público. Ela é aplicada quando há risco de o investigado atrapalhar o processo, ameaçar testemunhas, fugir ou voltar a cometer crimes.
No caso registrado em Assú, a conversão para prisão preventiva mantém os três suspeitos sob custódia enquanto a investigação segue em andamento, permitindo que a polícia conclua perícias, analise os materiais apreendidos e aprofunde as apurações sobre possíveis conexões com outros delitos.

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