A fala ocorre no rastro da polêmica envolvendo a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levou para a avenida um enredo com referências elogiosas a Lula e cenas interpretadas por parte do público como provocação direta ao cristianismo.
Durante a homilia, o padre afirmou, em tom de indignação:
“Eu acredito que depois desse carnaval, dessa baderna, não é possível que o povo católico não tenha acordado. Não é possível que vão votar nesse infeliz, de novo.”
O sacerdote criticou a transformação do que considera sagrado em objeto de deboche público e afirmou que símbolos cristãos estariam sendo usados como pauta de escárnio em plena avenida, sob aplausos e ampla exposição midiática. Para ele, há uma banalização deliberada da fé em nome de agendas ideológicas.
Outro ponto que chamou atenção foi o questionamento sobre o financiamento dos desfiles. Segundo o padre, eventos desse tipo envolvem recursos que podem incluir dinheiro público e até “dinheiro sujo”. Em um dos trechos mais compartilhados do vídeo, ele ironiza a tentativa de transformar Lula em herói carnavalesco:
“Será que teve o carro do mensalão? Ou será que o mensalão não existiu? (…) Será que teve o carro do petrolão, ou será que o petrolão também é fake news e nunca existiu?”
A repercussão do discurso escancarou um sentimento crescente entre conservadores e cristãos: o de que o Carnaval tem sido usado como palanque político e ideológico, com grande estrutura e visibilidade para atacar valores populares, ao mesmo tempo em que tenta suavizar ou reescrever capítulos controversos da história recente do país.
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