De acordo com o levantamento, o país registrou em janeiro uma média de R$ 16 bilhões em gastos por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 670 milhões por hora. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), responsável pela ferramenta de monitoramento, alerta que, mantido esse ritmo, as despesas públicas podem chegar a R$ 6 trilhões até o fim do ano.
Até as 14h30 da última segunda-feira (2), o montante acumulado já somava R$ 514,8 bilhões. Desse total, R$ 209 bilhões foram gastos pelo governo federal, R$ 145,5 bilhões pelos estados e R$ 160,3 bilhões pelas prefeituras. As despesas englobam folha de pessoal, encargos sociais, investimentos, obras públicas e outros gastos correntes.
Diante do volume expressivo, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, defende uma mudança urgente na condução dos gastos públicos. Segundo ele, é fundamental aumentar a eficiência na aplicação do dinheiro público, com controle das despesas obrigatórias e ampliação da arrecadação sem sufocar a economia. Para Cotait, reduzir o custo do Estado é essencial para criar espaço fiscal e estimular investimentos, especialmente em um ano marcado por disputas eleitorais e pressões políticas.
📊 O avanço acelerado das despesas reforça o debate sobre responsabilidade fiscal, transparência e os limites do gasto público em um momento decisivo para o futuro econômico do país.
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