terça-feira, 3 de novembro de 2026

Governo Lula aceita general venezuelano sancionado pelos EUA para atuar como adido militar em Brasília


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou a indicação do general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero, ligado ao governo de Nicolás Maduro, para exercer a função de adido militar da Venezuela em Brasília. O oficial está na lista de sancionados pelos Estados Unidos desde novembro de 2024, em razão de acusações relacionadas à repressão política no país vizinho.

De acordo com as informações divulgadas, a acreditação do militar recebeu parecer favorável do Ministério da Defesa brasileiro em maio de 2026 e foi posteriormente confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty.

O general venezuelano é apontado pelas autoridades norte-americanas como um dos envolvidos em ações de repressão contra manifestantes e opositores políticos do governo Maduro. As acusações envolvem denúncias de violações de direitos humanos na Venezuela.

Questionado sobre a decisão, o governo brasileiro argumentou que não reconhece automaticamente sanções unilaterais aplicadas por outros países. Segundo esse entendimento diplomático, o Brasil adota como referência obrigatória as medidas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

A decisão provoca questionamentos sobre a postura do governo Lula em relação ao regime venezuelano, especialmente diante das denúncias internacionais de perseguição política, repressão a manifestações e violações de direitos humanos.

O episódio também reacende o debate sobre os limites das relações diplomáticas entre Brasil e Venezuela e sobre a posição brasileira diante das sanções impostas por Washington a integrantes do governo Maduro.

O caso também chegou à Câmara dos Deputados, que solicitou esclarecimentos ao Ministério das Relações Exteriores. A resposta foi recebida em julho de 2026. 

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