terça-feira, 3 de novembro de 2026

MACAU | Prefeitura arrecada R$ 127 milhões, paga R$ 119,5 milhões e deixa servidores fora do calendário salarial


A decisão da Prefeitura de Macau, administrada pela prefeita Flávia Veras, de retirar temporariamente servidores comissionados e trabalhadores terceirizados das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social do calendário de pagamento de novembro e dezembro de 2026 levanta questionamentos sobre a situação financeira do município.

O comunicado, divulgado no dia 30 de outubro, após o período eleitoral, apresenta como justificativa a redução das receitas municipais e a necessidade de reorganização das finanças públicas. Entretanto, dados disponíveis no Portal da Transparência mostram números que merecem esclarecimentos por parte da administração.

Entre janeiro e setembro de 2026, a Prefeitura de Macau registrou uma arrecadação de R$ 127.000.103,77, enquanto as despesas efetivamente pagas no mesmo período totalizaram R$ 119.586.170,96. A diferença positiva entre os dois valores chega a R$ 7.413.932,81.

O levantamento também revela que o município registrou R$ 154.750.407,61 em despesas empenhadas e R$ 132.179.671,61 em despesas liquidadas. Isso significa que o valor das despesas liquidadas superava em aproximadamente R$ 12,59 milhões o montante efetivamente pago até setembro.

É importante destacar que a diferença positiva entre arrecadação e pagamentos não representa, necessariamente, dinheiro livre em caixa. A disponibilidade financeira depende de outros fatores, como recursos vinculados, obrigações pendentes e saldos bancários.

Mesmo assim, os números levantam uma pergunta importante: quais fatores financeiros levaram a Prefeitura de Macau a retirar categorias de trabalhadores do calendário salarial?

A situação preocupa especialmente os profissionais que dependem da remuneração mensal para garantir o sustento de suas famílias. Sem uma data definida para os pagamentos, cresce a incerteza entre os trabalhadores atingidos pela medida.

A administração municipal informou que trabalha para reorganizar as finanças e que um novo cronograma será divulgado posteriormente.

Diante dos dados apresentados no Portal da Transparência, é fundamental que a gestão Flávia Veras esclareça a real disponibilidade de recursos, o comportamento das receitas nos últimos meses e os motivos que levaram à alteração do calendário.

A população também precisa saber se existem despesas prioritárias, obrigações acumuladas ou restrições financeiras que justifiquem a decisão.

O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Macau apresente esclarecimentos sobre os números e a situação dos pagamentos.

FOCOELHO — A velocidade da informação.

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