Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a ser destaque na Economist. Fonte: O Antagonista
Em artigo publicado no final de semana, o periódico afirmou que os ministros da Suprema Corte brasileira precisam “parar de se esquivar e encarar as críticas de frente”, caso queiram “reconquistar a confiança pública” e “manter seu papel na defesa da jovem democracia brasileira”.
“Os autores da Constituição desejavam um Supremo Tribunal Federal poderoso. Redigida em 1988, quando o Brasil emergiu para a democracia após 21 anos de ditadura militar, a Carta Magna estabelece o tribunal como o guardião dos direitos dos brasileiros contra a tirania. Diferentemente da maioria dos outros tribunais supremos, é o único órgão capaz de julgar membros do Congresso. Seu poder cresceu nos últimos anos, à medida que o Congresso e o Poder Executivo se envolveram em escândalos”, disse a revista.
“Mas esse poder corre o risco de se deteriorar. O tribunal abriu um inquérito sobre notícias falsas em 2019 para lidar com ameaças online contra juízes e suas famílias. O inquérito nunca terminou e tem sido usado indevidamente para censurar discursos ou aplicado em casos que nada têm a ver com a segurança judicial. Isso acontece enquanto opera em segredo, ignorando normas de transparência louváveis, sob as quais a maioria dos casos do tribunal são transmitidos ao vivo no YouTube. Alexandre de Moraes, o ministro do Supremo Tribunal que lidera o inquérito sobre notícias falsas, usou-o recentemente para processar fiscais da Receita Federal que ele suspeita de vazar informações sobre as transações de sua esposa com o Banco Master. Este é apenas um dos muitos casos em que membros do tribunal parecem usar seu poder para se proteger ou proteger suas famílias”, acrescentou.
Segundo a Economist, a aparência de favorecimento pessoal dos ministros do STF apenas reforça os argumentos da família Bolsonaro de que o Judiciário brasileiro é “tirânico”.
“O Judiciário corre o risco de ser neutralizado após as eleições gerais, caso a direita vença. Tal interferência política deixaria o Brasil à mercê de populistas de qualquer matiz”, afirmou
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