O Antagonista teve acesso às informações que constam de dados financeiros examinados por investigadores. Os registros indicam que os pagamentos ocorreram entre janeiro de 2024 e outubro do ano passado, com transferências de R$ 50 mil por mês. O último repasse identificado ocorreu em 27 de outubro de 2025. Pouco tempo depois, Bittar passou a figurar entre os investigados em operação da PF que apura suspeitas de intermediação irregular de recursos públicos vinculados a programas educacionais.
Segundo as investigações, o empresário teria atuado junto ao Ministério da Educação para facilitar a liberação de verbas federais destinadas a prefeituras, principalmente no interior de São Paulo. Municípios como Hortolândia, Sumaré e Limeira aparecem entre os citados nas apurações.A suspeita é de que, após a liberação das verbas, essas administrações municipais tenham firmado contratos para a compra de kits de robótica e materiais didáticos em valores considerados elevados pelos investigadores.
Uma das empresas mencionadas nas apurações é a Life Tecnologia, apontada como fornecedora dos equipamentos educacionais utilizados nos contratos. A evolução do capital da empresa em curto período também passou a ser observada pelos investigadores. Os registros que indicam as transferências fazem parte da análise de movimentações financeiras relacionadas a contas bancárias vinculadas a Lulinha. Dados examinados na investigação apontam que uma dessas contas movimentou cerca de R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025.


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