Segundo a empresa, a decisão foi tomada após uma análise de conformidade que identificou o nome de Petro na lista de sanções administrada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
A Avianca afirmou que suas operações possuem vínculos com os Estados Unidos, incluindo voos para o país, transações financeiras em dólares e utilização de bens e tecnologias de origem norte-americana. Por esse motivo, a companhia sustenta que precisa cumprir as regulamentações relacionadas às sanções americanas.
As passagens de Petro e de outras duas pessoas foram canceladas, e a companhia informou ter realizado o reembolso integral dos valores pagos.
Petro reage e acusa companhia de arbitrariedade
Gustavo Petro contestou publicamente a decisão. O ex-presidente argumentou que as regras da OFAC não obrigariam uma empresa estrangeira como a Avianca a impedir seu embarque e classificou a medida como uma forma de discriminação política.
Petro também afirmou que pretende participar de uma campanha de boicote à companhia aérea enquanto a empresa não mudar sua posição.
O episódio aumenta a repercussão internacional envolvendo o ex-presidente colombiano e as sanções impostas pelos Estados Unidos. A Avianca, por sua vez, sustenta que a decisão foi tomada por razões de conformidade regulatória, e não por motivação política.

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