quarta-feira, 30 de setembro de 2026

TSE usará tecnologia da Starlink para transmitir resultados das Eleições 2026 em áreas remotas


A Justiça Eleitoral vai utilizar comunicação via satélite com infraestrutura da Starlink, empresa desenvolvida pela SpaceX, de Elon Musk, para auxiliar na transmissão dos resultados das Eleições 2026 em regiões remotas do Brasil.

Segundo informações confirmadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), poderão ser utilizados até 1.113 terminais, distribuídos por 13 estados brasileiros. A medida será destinada principalmente a locais onde não existe infraestrutura convencional adequada para transmissão de dados.

A contratação não foi realizada diretamente com a Starlink. O contrato da Justiça Eleitoral foi firmado com a Hughes Telecomunicações do Brasil, que utilizará terminais conectados à infraestrutura de satélites da companhia ligada a Elon Musk.

Entre os estados com maior número previsto de terminais estão Amazonas e Pará, com até 350 equipamentos cada, além de Mato Grosso, com 117, e Acre, com 91.

No Amazonas, por exemplo, serão utilizadas antenas Starlink Mini, principalmente em comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e localidades isoladas. Segundo o TSE, a tecnologia deverá reduzir o tempo necessário para que os arquivos produzidos após a votação cheguem aos sistemas da Justiça Eleitoral, evitando em determinados locais longos deslocamentos das equipes.

Urnas não serão conectadas à Starlink

Um ponto importante é que a urna eletrônica não será conectada à Starlink nem à internet.

Após o encerramento da votação, os dados são assinados digitalmente e gravados em uma mídia de resultado. O Boletim de Urna também é assinado e criptografado. A mídia é então encaminhada para o procedimento de transmissão; em localidades de difícil acesso, essa transmissão pode ocorrer por satélite.

O próprio TSE afirma que a utilização da comunicação via satélite não modifica os mecanismos de segurança da urna, que permanece isolada de conexões Wi-Fi e Bluetooth e sem possibilidade de acesso remoto.

A novidade pretende principalmente acelerar o envio dos resultados de regiões onde, tradicionalmente, as dificuldades geográficas tornam a logística eleitoral mais demorada.

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