O benefício, que passa a ser pago todo mês, soma-se aos salários já recebidos e amplia de forma significativa os gastos da Câmara, impactando diretamente o bolso do contribuinte. O valor chama atenção por superar a renda mensal de muitos trabalhadores do município, que lutam diariamente sem qualquer privilégio garantido.
O que mais revolta não é apenas o montante aprovado, mas o momento da decisão. Afonso Bezerra enfrenta dificuldades claras: falta investimento em áreas essenciais, serviços básicos funcionam de forma precária e famílias inteiras vivem em situação de vulnerabilidade. Ainda assim, a prioridade escolhida pelos vereadores foi garantir conforto próprio.
Da esperança à frustração
No início da legislatura, havia expectativa de que os atuais parlamentares mantivessem o padrão de trabalho e compromisso da gestão anterior, que conseguiu elevar a imagem e a atuação do Legislativo Municipal. Porém, a aprovação desse benefício pessoal escancara uma mudança de rumo e uma preocupante inversão de prioridades.
Em vez de discutir projetos que estimulem o emprego, fortaleçam a economia local ou melhorem a qualidade de vida da população, a Câmara optou por assegurar um verdadeiro “banquete institucional” para seus membros, enquanto o povo segue enfrentando dificuldades básicas.
Um legado negativo
Se a intenção era construir um legado positivo, a decisão teve efeito contrário. A medida coloca a atual composição da Câmara sob forte crítica popular, sendo vista por muitos como uma das piores dos últimos tempos — marcada pelo distanciamento da realidade social e pela busca de benefícios próprios.
Fica a pergunta que ecoa nas ruas: é justo um auxílio desse valor enquanto a população carece de tanto?

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