Um dos golpes mais recorrentes é o chamado “falso Pix”, que tem causado prejuízos especialmente a comerciantes e prestadores de serviço. Em São Paulo, a empresária Cinthia Moreira, proprietária de um salão de beleza no centro da capital, foi vítima duas vezes do mesmo tipo de crime.
No primeiro caso, a transferência simplesmente não foi concluída. No segundo, a situação foi ainda mais enganosa: a cliente apresentou um comprovante falso de pagamento diretamente na tela do celular.
“Dei o valor e a cliente mostrou, ainda mostrou o comprovante. Eu, confiante, fui olhar depois no aplicativo… mas nada tinha caído”, relatou Cinthia.
Após os prejuízos, a empresária adotou uma regra rígida no estabelecimento: nenhum serviço é liberado sem a confirmação do crédito na conta.
“Já na hora, confere. Se for confiar só no cliente, não funciona”, reforça.
Atualmente, estima-se que oito em cada dez brasileiros utilizem o Pix para pagamentos e serviços. A popularização e a rapidez do sistema, no entanto, também favorecem a ação de golpistas, que se aproveitam da pressa e da confiança das vítimas — principalmente em transações de maior valor.
Especialistas em direito digital alertam que a atenção precisa ser redobrada. Entre as principais recomendações estão:
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✅ Confirmar no aplicativo do banco se o valor realmente entrou na conta;
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❌ Não confiar apenas em comprovantes exibidos no celular;
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⏳ Aguardar a confirmação do crédito antes de liberar produtos ou serviços.
A orientação é clara: no Pix, verificar é essencial para não cair em golpes.

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