sábado, 31 de janeiro de 2026

O Silêncio que Dói no Bolso: Quando a Falta de Respostas Vira Desrespeito em Afonso Bezerra. KD O DINHEIRO PREFEITO?


Chegamos a 31 de janeiro de 2026 sob um clima de incerteza e indignação em Afonso Bezerra. O que deveria ser um dia de alívio, planejamento e tranquilidade para centenas de famílias transformou-se em mais um capítulo de frustração. O prefeito Haroldo de Jango, sempre ativo nas redes sociais para enaltecer ações da gestão, escolheu o silêncio justamente no momento em que os servidores municipais mais precisam de uma palavra: a do salário.

Servidor público não é despesa supérflua. É quem mantém a saúde funcionando, a educação de pé e a cidade limpa. Quando a Prefeitura falha em cumprir o calendário básico de pagamentos — ou pior, quando não apresenta qualquer nota oficial explicando a previsão de depósito — o que se revela é uma preocupante ausência de empatia e responsabilidade administrativa.

Os sinais estavam lá. No fim de 2025, decretos reduziram salários do alto escalão sob o argumento de “equilíbrio financeiro”. Se houve medidas de austeridade, por que agora o peso recai sobre quem está na ponta, sustentando os serviços essenciais? O discurso de “colapso financeiro” não pode ser um salvo-conduto permanente para a falta de transparência.

O trabalhador tem boletos com data, juros sem piedade e uma dignidade que não aceita silêncio como resposta. A gestão de Haroldo de Jango deve mais do que salários atrasados: deve explicações imediatas e públicas. Em dia de pagamento, o silêncio institucional não é neutro — é desrespeitoso.

Afonso Bezerra precisa de gestão, não de ausências. Precisa de respostas, não de justificativas silenciosas.

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