O gesto do governo fala mais alto do que qualquer discurso. Ao invés de ouvir, prefere blindar. Ao invés de dialogar, opta por se proteger. A imagem de um Planalto cercado simboliza um governo acuado, distante das ruas e desconectado da realidade de milhões de brasileiros que enfrentam inflação, insegurança, escândalos de corrupção, desemprego e descrença nas instituições.
Nikolas, gostem ou não dele, conseguiu algo que o próprio governo não consegue mais: mobilizar pessoas espontaneamente. Sem máquina pública, sem ministérios, sem bilhões em propaganda. Apenas com discurso direto, presença nas redes e apoio popular. Isso, para a esquerda, é imperdoável. E assustador.
O mais grave é a mensagem passada: protestar virou sinônimo de risco; discordar virou ameaça; o povo, um problema a ser contido. A tal “democracia” defendida pelo governo parece valer apenas quando é conveniente. Quando a voz vem das ruas e não do script oficial, a resposta é muro, tropa e isolamento.
A verdade é simples e incômoda: quem confia no povo não se esconde dele. Quem governa bem não teme caminhada, manifestação ou crítica. O cerco ao Planalto não protege a democracia — ele revela um governo frágil, inseguro e cada vez mais distante do Brasil real.
E quando o poder começa a temer o povo, é sinal claro de que algo está muito errado.
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