As investigações, iniciadas em 2023, apontam que o grupo seria estruturado para intimidar adversários políticos e praticar outros ilícitos, contando com núcleo armado e capilaridade político-administrativa. Conforme a apuração, o prefeito de Ielmo Marinho Fernando Batista Damasceno é apontado como líder da organização criminosa. Entre os investigados há ainda parlamentares e um policial militar.
Um dos fatos que impulsionaram a investigação foi uma ocorrência registrada em Ielmo Marinho, quando houve a denúncia de que homens fortemente armados estariam no interior da Câmara Municipal, supostamente para realizar segurança privada de um parlamentar e intimidar opositores. Na ocasião, a polícia apreendeu um arsenal com armas e munições, inclusive de calibres restritos (.40 e .45), além de outros materiais.
A operação busca reunir novos elementos probatórios para esclarecer crimes como porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, bem como identificar outros possíveis envolvidos. Os mandados tiveram como foco a apreensão de documentos, valores, armas e dispositivos eletrônicos, incluindo celulares.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, o prefeito investigado foi preso em flagrante por embaraçar a investigação, após arremessar para fora de sua residência dinheiro e um aparelho celular, numa tentativa de ocultar provas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário