Segundo o especialista, o paciente introduziu o objeto por conta própria, mas a embalagem acabou “subindo” e não pôde ser retirada em casa, exigindo atendimento hospitalar. Apesar do tom curioso, o médico faz um alerta sério: o risco vai muito além do constrangimento.
“A fantasia não é o problema. O problema é usar objetos que não são próprios para isso. Já atendi casos em que houve infecção grave e até morte”, explicou Brosco.
De acordo com o profissional, episódios semelhantes têm se tornado cada vez mais comuns. Ele relata atendimentos envolvendo objetos como batata, partes de cadeira, garrafa de vidro e até acessórios improvisados. O perigo está nas contrações involuntárias do intestino, que podem “sugar” o objeto para dentro, além do risco de vazamento de substâncias ou perfuração interna.
O médico reforça que, nessas situações, a única atitude segura é procurar ajuda médica imediatamente. “Nada de soluções caseiras. Laxantes, por exemplo, podem piorar o quadro”, alertou.
A orientação final é direta: quem deseja explorar a sexualidade deve buscar informações e produtos adequados. A vergonha de procurar um acessório apropriado pode sair caro — e transformar uma curiosidade em uma emergência médica.

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