terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Justiça condena pastor que cometia abusos contra membros da igreja. “ele bebia esperma dos fieis dizendo eu era pra curar gastrite”


A Justiça condenou o pastor da igreja evangélica na região administrativa de Samambaia (DF), Sinval Ferreira, de 42 anos, a 11 anos e 3 meses de prisão por crimes de violação sexual mediante fraude e extorsão praticados contra fiéis da própria igreja. A sentença reconheceu que o réu se aproveitava da posição de liderança religiosa para enganar, manipular e explorar emocionalmente as vítimas.

Investigações conduzidas pela 26ª DP (Samambaia Norte) na Operação Jeremias 23, Sinval se valia do discurso religioso para persuadir fiéis de que determinadas práticas integravam supostos rituais espirituais e tratamentos de cura, apresentados como formas de afastar maldições e alcançar libertação. Com essa estratégia, ele cometia abusos e extorquia dinheiro, explorando a fé e a vulnerabilidade emocional das vítimas.

De acordo com a polícia, as investigações também apontaram que o pastor ameaçava de morte os familiares mais próximos aos fiéis. 

Entre os relatos mais chocantes, consta que o pastor submetia fiéis a rituais humilhantes e abusivos, e que bebia o esperma dos varões da igreja, justificando-os como suposto tratamento espiritual, em um esquema classificado pela Justiça como criminoso.

A pastora que atuava em Sobradinho era cúmplice do líder religioso e fazia ameaças de “castigo celestial”. Além disso, participava dos abusos sexuais de Sinval, que também extorquia dinheiro dos fiéis e alegava que doações generosas eram necessárias para evitar “desgraças”, como morte e invalidez da própria pessoa ou de um familiar.

Na decisão, o Judiciário destacou que nenhuma crença, fé ou prática religiosa pode ser utilizada para justificar atos de violência, coerção ou exploração.

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