Investigações conduzidas pela 26ª DP (Samambaia Norte) na Operação Jeremias 23, Sinval se valia do discurso religioso para persuadir fiéis de que determinadas práticas integravam supostos rituais espirituais e tratamentos de cura, apresentados como formas de afastar maldições e alcançar libertação. Com essa estratégia, ele cometia abusos e extorquia dinheiro, explorando a fé e a vulnerabilidade emocional das vítimas.
De acordo com a polícia, as investigações também apontaram que o pastor ameaçava de morte os familiares mais próximos aos fiéis.
Entre os relatos mais chocantes, consta que o pastor submetia fiéis a rituais humilhantes e abusivos, e que bebia o esperma dos varões da igreja, justificando-os como suposto tratamento espiritual, em um esquema classificado pela Justiça como criminoso.
A pastora que atuava em Sobradinho era cúmplice do líder religioso e fazia ameaças de “castigo celestial”. Além disso, participava dos abusos sexuais de Sinval, que também extorquia dinheiro dos fiéis e alegava que doações generosas eram necessárias para evitar “desgraças”, como morte e invalidez da própria pessoa ou de um familiar.
Na decisão, o Judiciário destacou que nenhuma crença, fé ou prática religiosa pode ser utilizada para justificar atos de violência, coerção ou exploração.

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