Não se trata de discurso político, nem de narrativa conveniente. Trata-se de um corpo que carrega sequelas, de uma saúde fragilizada por um ataque real, violento e quase fatal. As cicatrizes não estão apenas visíveis no corpo, mas se revelam em cada crise, em cada procedimento médico, em cada momento em que a dor volta a dominar.
A facada não terminou naquele dia. Ela segue presente, silenciosa e persistente, cobrando seu preço anos depois. E a dor que leva um homem a pedir a Deus para não continuar sofrendo não nasce de invenção, nasce de consequências.
A realidade é dura, mas incontestável: quem nega o ocorrido ignora o sofrimento humano que ainda hoje se arrasta como herança de um ato de violência.
Bolsonaro, em meio a intensas dores no intestino, pediu a Deus que o levasse, por não suportar o sofrimento. Um clamor que escapa da política, das ideologias e das disputas. Ali não fala o presidente, o líder ou a figura pública — fala o ser humano, frágil, limitado, exausto.
É impossível não se colocar no lugar. Quem nunca enfrentou uma dor tão profunda que parecia não ter fim? Quem nunca pediu, ainda que em silêncio, algum tipo de alívio imediato? Quando a dor chega a esse nível, ela não escolhe lado, não respeita cargos, não distingue nomes. Ela apenas dói.
O pedido revela o limite humano diante do sofrimento extremo. Um momento cru, íntimo e doloroso, que expõe uma verdade dura: por trás de qualquer personagem público, existe alguém de carne, osso, medo e fé. E quando a dor fala mais alto, até a força se ajoelha.
MINHA OPINIÃO

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