Nos últimos anos, porém, essa imagem passou a ser questionada. Movimentos recentes — como viagens reservadas, encontros com autoridades estrangeiras e atuação informal em temas sensíveis da política internacional — reforçam a percepção de que Joesley deixou de agir apenas como empresário para assumir um papel político, alinhado aos interesses da esquerda no poder.
Sem cargo oficial, sem mandato e sem transparência pública, Joesley passou a operar como interlocutor informal, levando recados, abrindo portas e costurando agendas que extrapolam o ambiente empresarial. Para críticos, trata-se de uma atuação que enfraquece a separação entre interesses privados e decisões de Estado, transformando um magnata do setor privado em instrumento político.
A proximidade com governos de viés ideológico claro e a disposição em atuar nos bastidores levantam questionamentos inevitáveis: a quem Joesley realmente representa? Seus negócios, o interesse público ou projetos políticos específicos?
O fato é que, ao aceitar esse papel, Joesley Batista parece trocar o protagonismo empresarial pela condição de operador político. Para muitos, um empresário que já foi símbolo de sucesso passa agora a ser visto como algo menor: um moleque de recado da esquerda, disposto a servir ao poder em troca de influência e proteção.

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