Pais de vítimas procuraram a Polícia Civil e apresentaram capturas de tela e vídeos gravados diretamente dos celulares, método usado para preservar provas de conversas enviadas no modo de “visualização única”. As mensagens teriam sido encaminhadas por meio do Instagram, estratégia que dificultaria o rastreamento posterior.
Até o momento, há registro formal envolvendo dois adolescentes, de 15 e 16 anos. A advogada das vítimas, Mayra Solani, sustenta que o número de jovens abordados pode ser maior e que novos relatos ainda podem vir à tona.
Conhecido publicamente como “tio da creche”, Diego Vieira trabalhou por cerca de oito anos em uma escola de educação infantil. Segundo depoimentos colhidos na investigação, ele se apresentava como alguém próximo, carismático e confiável, postura que teria facilitado a aproximação com adolescentes.
Os relatos indicam que o parlamentar oferecia ingressos para eventos, dinheiro em espécie e itens de interesse pessoal, como materiais esportivos. Em algumas conversas, segundo a defesa das vítimas, o teor das mensagens sugere negociação direta por atos sexuais, o que configura, em tese, crime grave envolvendo menores de idade.
Há ainda suspeita de que o vereador tenha frequentado eventos musicais com adolescentes, incluindo um show do grupo Sorriso Maroto, o que está sendo apurado pelas autoridades.
A defesa de Diego Vieira nega qualquer irregularidade, classifica as acusações como “caluniosas” e afirma que adotará medidas judiciais para preservar a honra e a imagem do parlamentar.
Enquanto a investigação avança, o caso expõe uma ferida profunda: quando a confiança, o cargo público e a proximidade com jovens se transformam em instrumento de suspeita, o dano ultrapassa o campo político e atinge diretamente a proteção de crianças e adolescentes — um limite que a sociedade não pode tolerar.
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