O Selo Ouro não se perde por acaso. Ele exige metas cumpridas, acompanhamento pedagógico efetivo, investimentos consistentes e resultados mensuráveis na alfabetização das crianças. A queda de patamar revela descontinuidade, falta de planejamento e baixa eficiência — um conjunto de falhas que recaem diretamente sobre o comando do Executivo municipal.
O quadro se agrava diante de um fato que gera questionamentos legítimos: a Secretaria Municipal de Educação é comandada pela esposa do prefeito. A situação levanta dúvidas sobre nepotismo, conflito de interesses e ausência de critérios técnicos na condução de uma pasta estratégica. Quando a gestão se confunde com relações familiares, o risco é claro: perde a política pública, perdem os estudantes e perde o município.
Enquanto discursos oficiais tentam minimizar o impacto, o dado concreto permanece: Afonso Bezerra andou para trás. Em um país que luta para garantir alfabetização na idade certa, qualquer retrocesso é grave. Para as famílias, professores e, sobretudo, para as crianças, o rebaixamento representa menos oportunidades e mais desigualdade.
A educação exige liderança, técnica e compromisso com resultados — não improviso, acomodação ou blindagem política. O Selo Prata, que hoje substitui o Ouro, torna-se o retrato fiel de uma gestão que falhou em preservar conquistas e avançar. Resta saber se a Prefeitura reconhecerá os erros e corrigirá a rota ou se continuará empurrando a conta para o futuro das crianças de Afonso Bezerra.

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