De acordo com o Ministério Público boliviano, Morales é investigado pelos crimes de terrorismo, insurreição armada contra a segurança do Estado, associação criminosa e atentados contra serviços públicos e meios de transporte.
As autoridades sustentam que os bloqueios provocaram graves prejuízos à economia boliviana, comprometeram o abastecimento de cidades e afetaram a circulação de pessoas e mercadorias. A investigação aponta que as manifestações teriam sido organizadas com motivação política e contaram com o incentivo do ex-presidente.
Evo Morales permanece na região do Trópico de Cochabamba, seu principal reduto político, cercado por apoiadores. Até o momento, sua defesa afirma que as acusações têm caráter político e nega qualquer envolvimento em atos criminosos.
Caso as autoridades entendam que a prisão não poderá ser cumprida dentro do território boliviano, existe a possibilidade de solicitação de um mandado internacional de captura, embora essa medida ainda não tenha sido oficialmente anunciada.
Esta é mais uma frente judicial enfrentada por Morales, que também responde a outros processos no país. O novo caso aumenta a tensão política na Bolívia e pode provocar novos desdobramentos nos próximos dias.
Fonte: Ministério Público da Bolívia e imprensa internacional (El País e veículos bolivianos).

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