A declaração ocorreu quando Milei comentou que não recebeu autorização de Moraes para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Ao criticar a decisão, o argentino disparou a ofensa ao ministro e reafirmou seu apoio ao ex-presidente brasileiro.
Além do ataque a Moraes, Milei também fez críticas a Luiz Inácio Lula da Silva, a quem voltou a chamar de "presidiário", e defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro, afirmando que o senador deve se preparar para uma "grande batalha" contra a esquerda.
A fala provocou reação imediata do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Em nota oficial, Fachin afirmou que a Presidência da Corte "deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados", classificando a declaração de Milei como uma "referência desrespeitosa" a um magistrado da mais alta Corte do país.
O episódio amplia a tensão diplomática entre Brasil e Argentina e ocorre poucos dias após Alexandre de Moraes negar o pedido para que Milei visitasse Jair Bolsonaro durante a agenda oficial do presidente argentino no Brasil.

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