Na época, o Centro Clínico de Assú se tornou símbolo do sofrimento enfrentado pela população. Com a limitação na distribuição de fichas para consultas e procedimentos, dezenas de pacientes chegavam ainda durante a madrugada e, em muitos casos, passavam a noite dormindo na calçada, em cadeiras e até no chão para tentar garantir atendimento no dia seguinte.
As cenas foram registradas por veículos de comunicação e causaram grande repercussão, expondo a precariedade do atendimento e a indignação de quem dependia exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Famílias inteiras enfrentavam horas de espera, sem qualquer garantia de que conseguiriam uma consulta.
O episódio ficou marcado como um dos momentos mais críticos da saúde pública no município e passou a simbolizar as dificuldades enfrentadas pela população durante a gestão de Ivan Júnior.
Agora, anos depois, o ex-prefeito volta ao centro das discussões após ser condenado pelo Tribunal de Contas da União a devolver recursos aos cofres públicos e pagar multas por irregularidades na aplicação de verbas federais. A decisão reacende o debate sobre sua administração e poderá ter reflexos em uma eventual candidatura, já que caberá à Justiça Eleitoral analisar se o caso se enquadra nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa.

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