Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (27), Camisotti apontou o empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido nacionalmente como “Careca do INSS”, como uma das figuras de destaque na estrutura investigada pelas autoridades.
As revelações fazem parte das investigações sobre o gigantesco esquema de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários. A apuração busca identificar quem operava as associações envolvidas, como o dinheiro circulava e quem teria se beneficiado dos valores retirados de aposentados e pensionistas.
R$ 400 milhões
De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil e repercutidas por outros veículos, Camisotti teria admitido a movimentação de pelo menos R$ 400 milhões por meio de empresas ligadas a ele. Reportagem do SBT News, publicada também nesta quinta-feira, afirma que Camisotti e familiares são acusados de terem desviado cerca desse mesmo valor.
O empresário já havia se comprometido, em tratativas anteriores de colaboração, a devolver cerca de R$ 400 milhões aos cofres públicos.
Delação ainda enfrenta impasse
Apesar das informações sobre os depoimentos e a colaboração, a situação jurídica da delação ainda não estava totalmente definida nesta quinta-feira. O SBT News informou que o acordo, inicialmente tratado com a Polícia Federal, passou por mudanças após a entrada da Procuradoria-Geral da República no processo, e fontes afirmaram que não era possível garantir, até então, a conclusão definitiva da delação.
Camisotti é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Em abril, a imprensa informou que ele havia assinado um acordo de colaboração e admitido a existência das fraudes, enquanto as autoridades analisavam o material apresentado.
A investigação continua buscando esclarecer a participação de empresários, operadores financeiros, dirigentes e demais pessoas que possam ter integrado o esquema, além de rastrear o destino dos valores movimentados.
O caso segue sob investigação, e as informações apresentadas em uma eventual colaboração precisam ser analisadas e confirmadas pelas autoridades responsáveis.

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