O projeto Ferrovias do Rio Grande do Norte avançou para uma nova etapa com a confirmação, pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), da realização dos Estudos de Viabilidade Técnica e Econômico-Financeira (EVTE). Com investimento de R$ 500 mil, os estudos vão avaliar a implantação de um corredor ferroviário estratégico para ampliar a integração logística do Estado, criar novas alternativas para o transporte de cargas e fortalecer a competitividade da economia potiguar.
A proposta foi reformulada em relação ao traçado originalmente apresentado à Sudene na Carteira de Projetos Estruturantes. O novo desenho prevê a conexão do futuro Porto Indústria Verde, em Caiçara do Norte, com Mossoró, Apodi e Pau dos Ferros, seguindo até Iguatu, no Ceará, onde poderá se integrar à malha da Ferrovia Transnordestina.
“Estamos dando um passo fundamental para transformar uma proposta estratégica em um projeto tecnicamente consistente. O estudo vai nos permitir avaliar a viabilidade desse corredor, identificar as cargas, dimensionar os investimentos e definir o melhor modelo para sua implantação. A ferrovia tem potencial para conectar diferentes regiões produtoras, integrar o Porto Indústria Verde à Transnordestina e inserir o Rio Grande do Norte de forma muito mais competitiva na logística do Nordeste e do país”, destaca o secretário de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão, Alexandre Lima.
A mudança amplia a dimensão econômica do projeto. Mais do que estabelecer uma ligação ferroviária entre municípios, a proposta busca estruturar um corredor de cargas capaz de conectar áreas produtoras do interior potiguar ao litoral e, simultaneamente, inserir o Rio Grande do Norte na logística ferroviária regional e nacional.
Porto Indústria Verde como eixo estratégico
No novo desenho, o Porto Indústria Verde assume papel central na estratégia logística. A infraestrutura projetada para Caiçara do Norte poderá funcionar como ponto de conexão da produção potiguar com mercados nacionais e internacionais, aproximando regiões produtoras do interior de uma estrutura portuária destinada à movimentação de cargas e à atração de novos investimentos.
A ferrovia poderá integrar atividades de mineração, agronegócio, indústria e energia à infraestrutura portuária, contribuindo para a formação de um novo eixo de desenvolvimento econômico no Estado.
A conexão projetada com Iguatu permitirá ainda a integração à Transnordestina. Os estudos de viabilidade deverão dimensionar a demanda potencial de cargas, os investimentos necessários, custos e benefícios e as alternativas de traçado, fornecendo a base técnica necessária para definir o modelo mais adequado de implantação do empreendimento.
Corredor poderá conectar principais polos produtivos
Entre as atividades econômicas com potencial para utilização do corredor ferroviário está a mineração do Seridó, especialmente a produção de minério de ferro de Jucurutu, apontada como uma das principais cargas-âncora do projeto. A ferrovia poderá contribuir para reduzir custos logísticos e ampliar a capacidade de escoamento dessa produção.
Em Apodi, o corredor poderá atender à produção agropecuária e à fruticultura, incluindo melão, melancia, grãos e outros produtos, além do transporte de fertilizantes, equipamentos e insumos agrícolas. Mossoró aparece como importante polo industrial e logístico, com potencial para movimentação de sal, produtos das cadeias de petróleo e gás, frutas, cargas industriais, fertilizantes e outros insumos.
No Alto Oeste, Pau dos Ferros poderá exercer a função de terminal de consolidação e distribuição de cargas, atendendo à movimentação de produtos agropecuários, leite e derivados, carnes, alimentos, insumos agrícolas e cargas gerais.
Já Caiçara do Norte, com o Porto Indústria Verde, poderá concentrar cargas destinadas aos mercados nacional e internacional, incluindo minério de ferro, sal, frutas, produtos industriais e equipamentos destinados à cadeia de energia eólica offshore e à futura indústria de hidrogênio verde.
Com a confirmação dos estudos pela Sudene, o Rio Grande do Norte passa a dispor de uma etapa técnica fundamental para avaliar a viabilidade concreta do corredor ferroviário e seu potencial para transformar a matriz logística estadual, reduzindo a dependência do transporte exclusivamente rodoviário e ampliando a inserção da produção potiguar na rede nacional de cargas.
A estratégia é combinar diferentes fontes de carga para dar sustentação econômica à futura ferrovia e construir um corredor capaz de conectar mineração, agronegócio, indústria, energia e infraestrutura portuária, fortalecendo a posição do Rio Grande do Norte na logística do Nordeste e do país.
Natal (RN), 19 de agosto de 2026
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL SEPLAN

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